Ela não cansava de apanhar. A cada desdém atirado na cara, uma insistência da parte dela.
Todos os dias ela fazia questão de dar a atenção a ele, que tanto a humilhava. Fingia não sentir nada, só escutava, preferia se anestesiar a cada conversa e quando começava a sentir alguma coisa, já encerrava o assunto. Preferia mendigar todos os dias o amor dele. Se humilhava com medo de perder o grande amor da sua vida. Não se sentia capaz de esquecer e a cada conversa, por mais humilhante que fosse, uma esperança estranha reacendia.
Conversei com ela esses dias e perguntei como estava. Ela disse que já estava cansada de sofrer, mas que não sabia como agir. Foi fácil demais pedir pra ela esquecer esse cara. E com o rosto mais triste do mundo ela disse: - É o que eu mais quero!
Eu já estava desesperada sem saber o que fazer, imagina ela? Imagina querer tirar alguém da sua vida e não conseguir? Imagina passar o dia pensando em estar com alguém que não merece, sequer, o seu bom dia? Eu fiquei imaginando como deve ser péssimo. Ela continuou triste enquanto eu pensava em alguma coisa pra ajudá-la.
Eu era a parte racional da moça triste, resolvi comandar a situação e jurei pra mim e pra quela que a partir de agora, nem mais uma humilhação, nem mais uma lágrima. E sempre lembrar... foi ele quem quis assim.
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